O livro de Apocalipse - Introdução
- CREIO Guarulhos
- há 2 dias
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O livro de Apocalipse - Introdução
O livro do Apocalipse, de João, é uma mensagem magnífica e maravilhosamente criada da salvação que está disponível em Jesus Cristo. O livro abençoa todos os que refletem sobre essa mensagem, e adverte rigidamente os que se opõem a Cristo e às boas-novas, e aos que são superficiais em seu andar cristão. O drama que se desenrola no livro expande a imaginação, dando testemunho do supremo poder de Deus. As suas visões descrevem as dificuldades dos cristãos, os juízos de Deus sobre aqueles que perseguem os cristãos, a esperança e a promessa eterna para o povo fiel de Deus.
Significado e Mensagem
O livro do Apocalipse retrata a natureza completa do mal, enfatizando como a mão soberana de Deus está sempre presente e em ação para realizar os seus propósitos para benefício do seu povo. Até mesmo o maligno só pode fazer aquilo que Deus permite (por exemplo, Ap 6.3-4,7-8; 13.5-7). Jesus é “o Alfa e o Ômega” (Ap 1.8), o Senhor de toda a história, do princípio ao fim. Em resumo, as forças do mal são inúteis. Satanás já perdeu a guerra (Ap 12.12); ele pode, meramente, imitar e perverter o que Deus faz.
Data
O livro do Apocalipse provavelmente foi escrito durante os últimos anos do reinado de Domiciano (94-96 d.C.) ou logo depois (96-99 d.C.). Os oito reis (Ap 17.7-11) podem ser uma referência aos oito imperadores romanos, de Augusto a Domiciano. Também é possível que o livro do Apocalipse tenha sido escrito durante os anos 60 d.C., quando Nero estava perseguindo a igreja e matando cristãos. Durante esse período, os cristãos estavam sofrendo grande angústia e perseguição (Ap 13.7). João convocou seus leitores à persistência e à fidelidade (Ap 13.10). Embora alguns tenham dito que a perseguição era mais pressentida que real, o livro do Apocalipse parece sugerir uma perseguição real e física (Ap 2.9,13; 3.9).
Natureza do Livro de Apocalipse
A Bíblia toda é inspirada por Deus (veja 2Tm 3.15-17; 2Pe 1.20-21). Alguns livros, como Romanos, os livros históricos e alguns dos profetas, envolvem principalmente o intelecto. Outros livros, como os Salmos e outros textos poéticos, envolvem as emoções. O livro do Apocalipse, no entanto, apela para a imaginação (como algumas obras do Antigo Testamento, como Ezequiel e partes de Daniel e Zacarias). O livro do Apocalipse fala por meio de visões, imagens e linguagem figurada, e não por raciocínio lógico. Às vezes, o livro apresenta o literal e o simbólico em intrigantes combinações. Ele se recusa a ser tratado como um sistema de doutrinas sobre o fim dos tempos, como descobriram alguns que tentaram sistematizá-lo.
Devido à natureza do livro, a sua leitura requer imaginação. É como entrar no campo dos sonhos com Deus e descobrir que eles contêm uma maravilhosa mensagem sua. Em vez de tentar encaixar todas as cenas do livro do Apocalipse em um sistema lógico, os leitores se beneficiarão pensando em imagens. Por exemplo, quando João diz que “foi destruída pelo fogo [...] toda erva verde” (Ap 8.7) e, depois, diz que os gafanhotos foram instruídos para que “não fizessem estragos nas ervas” (Ap 9.4), essas declarações parecem contraditórias. A incongruência, no entanto, é solucionada quando percebemos que João está descrevendo o que viu em duas visões diferentes, e que as duas visões não pretendem narrar uma sequência de eventos – elas pretendem retratar a mensagem de Deus em imagens. Similarmente, lemos, na visão do céu, que “se abriu o templo de Deus” (Ap 11.19), mas, posteriormente, que “não vi nenhum templo na cidade” (Ap 21.22). Novamente, o foco de cada visão é diferente. Os leitores não devem tentar interpretar uma visão em conjunto com outra, mas, em vez disso, concentrar-se no objetivo principal de cada visão em seus próprios termos. Os primeiros leitores, familiarizados com a lógica das metáforas, entendiam a natureza do pensar em imagens. Da mesma maneira como não interpretavam as parábolas de Jesus em conjunto, umas com outras, evitavam tentar sistematizar ou combinar as visões de João.
Contexto
O livro do Apocalipse foi provavelmente escrito nos anos 90 d.C., ou poderia ter sido escrito nos anos 60 d.C. Durante esses períodos, os cristãos sofreram crescente pressão e perseguição. Nos anos 90, os judeus haviam condenado o cristianismo, em seus concílios em Jamnia (70-85 d.C.). Eles denunciaram, então, os cristãos às autoridades romanas, como rebeldes religiosos que não mereciam proteção sob as leis religiosas reguladoras, que permitiam que os judeus praticassem a sua fé. Ao mesmo tempo, Roma exigia lealdade absoluta ao imperador. A essa altura, pode ser que não houvesse uma perseguição oficial no império como um todo, mas na província pró-romana da Ásia (a atual Turquia), os que se recusavam a adorar o imperador eram cruelmente perseguidos.
Diante de tal perseguição, o livro do Apocalipse lembrou, dramaticamente, os cristãos da fonte de sua esperança e da justificação, e os incentivou, firmemente, a permanecerem fiéis. Os cristãos da província da Ásia podem ter parecido fracos e impotentes para o mundo, mas o livro do Apocalipse os lembrava, repetidas vezes, como ainda nos lembra, de que o Deus a quem eles serviam é o Todo-Poderoso. Deus controla a história; Ele realizou a nossa salvação, e continua a operar para realizar os seus propósitos.
Vídeos do Bible Project com resumos sobre o livro de Apocalipse


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