O Evangelho de João - Introdução
- CREIO Guarulhos
- há 5 dias
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Confira uma introdução ao Evangelho de João, o quarto livro do Novo Testamento.

O Evangelho de João - Introdução
João escreveu seu Evangelho para inspirar fé. João conhecia intimamente a Jesus, e o Evangelho de João apresenta um retrato íntimo do Senhor. João se referiu a si mesmo como “o discípulo que Jesus amava”. O seu Evangelho se tornou o “Evangelho amado” da igreja. Aqui, encontramos Nicodemos, o incrédulo Tomé, Lázaro e a mulher samaritana junto ao poço. João registra as frases mais memoráveis de Jesus, os seus sermões mais longos, e os seus milagres mais profundos. Aqui encontramos Deus face a face.
Significado e Mensagem
Jesus Cristo. João registra as descrições de Jesus a respeito da sua natureza, origem e relacionamento com o Pai. Jesus afirma a sua unicidade com o Pai (10.30; 14.9-10) e a sua unidade de propósito (5.17; 8.42), bem como as suas distinções pessoais (14.28; 17.1-5). Jesus até mesmo usou o mesmo título (“Eu Sou”) que Deus usou a seu próprio respeito, no Antigo Testamento, afirmando assim a sua própria divindade (8.58; 18.5; Êx 3.14).
Revelação e Redenção. “A luz brilha na escuridão, e a escuridão não conseguiu apagá-la” (1.5). A luz de Deus habitou no mundo: Cristo revela o Pai (14.9). Em Cristo, vemos a glória de Deus em um ser humano. Embora Jesus fosse perseguido, julgado e crucificado, a luz não pode ser extinta. O propósito de Jesus, ao revelar a Deus, é redimir as pessoas: “A Palavra era a fonte da vida, e essa vida trouxe a luz para todas as pessoas” (1.4). Os que aceitam, com fé, a revelação de Cristo e a sua redenção ganharão a vida eterna.
Contexto
Uma pequena comunidade de cristãos vivia na antiga Éfeso, durante o fim do século I d.C. Eles haviam ouvido a notável história de Jesus contada pelos apóstolos Paulo e João. Essa igreja primitiva permaneceu forte na fé, sob a liderança desses homens. Enquanto muitas histórias circulavam sobre Jesus, o apóstolo João tinha suas próprias lembranças. Nos últimos anos de sua vida, João escreveu essas histórias, dando a seus seguidores – e a nós – o quarto Evangelho.
Como evangelista, pastor e teólogo, o desejo de João, acima de tudo, era que os seus seguidores cressem que Jesus Cristo é o Filho de Deus (Jo 20.31). Ele percebia que eles não haviam tido o privilégio de ver os muitos prodígios e milagres de Jesus, como ele (Jo 20.29). A autoridade de João e a sua profunda experiência com Jesus ficam evidentes em cada história que ele narra. Sendo uma testemunha ocular valiosa da vida de Jesus (Jo 19.35), João foi a fonte de muitas histórias das distantes Galileia e Judeia. João havia visto, ouvido e tocado a Palavra da vida (veja 1Jo 1.1-4). Ele falou a respeito de Nicodemos e do novo nascimento, descreveu o milagre de Jesus em Caná, e registrou muitos outros episódios.
Autoria
Quem era esse discípulo amado? Líderes na igreja primitiva, começando em 125 d.C., escreveram que era o apóstolo João, filho de Zebedeu (veja, por exemplo, Eusébio, História Eclesiástica 3.23). Essa interpretação tradicional é genuína e plenamente defensível. João era um dos Doze e, com Tiago (seu irmão) e Pedro, formou um/o círculo mais íntimo ao redor de Jesus (Mc 3.17; At 1.13). O Evangelho reflete esta íntima perspectiva, ao destacar Pedro e João. Muitos estudiosos acreditam que João concluiu a escrita do seu Evangelho em 90 d.C.
É muito provável que João tenha escrito o seu Evangelho para os cristãos judeus que viviam no mundo Mediterrâneo; como estavam perdendo o seu conhecimento do hebraico, podemos entender que esses servos fiéis estavam entre as culturas judaica e grega. O conhecimento de João da Palestina e do Judaísmo é refletido em todo o seu Evangelho.


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