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O livro de 2 Coríntios - Introdução

O livro de 2 Coríntios - Introdução

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O livro de 2 Coríntios - Introdução


2 Coríntios revela, mais que qualquer outra carta, o interesse de Paulo como pastor. Ele deseja, apaixonadamente, conquistar os cristãos de Corinto de volta, convencido de que as boas-novas são, acima de tudo, uma mensagem de reconciliação. Paulo enfrentava críticas e acusações de outros cristãos que duvidavam dele como líder. Forçado a se defender, ele abre o seu coração a essa congregação, de uma maneira não encontrada em suas outras cartas.


Significado e Mensagem


2 Coríntios é um documento muito humano, que nos permite um vislumbre da vida interior do apóstolo Paulo, e, por esse motivo, é considerada a carta mais pessoal de Paulo. O apóstolo e as boas-novas estão intimamente unidos por toda a carta. O que estava em risco, em Corinto, era a essência das boas-novas, expressa no caminho da cruz. A experiência de Paulo, de sofrimento e de fraqueza, era, para os fiéis de Corinto, uma aparente contradição para a sua autoridade. No entanto, na verdade, a essência das boas-novas é que uma pessoa deve aceitar o sofrimento de outra (Cristo, acima de tudo) para o seu próprio bem. Isso ainda é relevante hoje, para a liderança e a vida diária entre cristãos.


Autoria


Ninguém desafiou, seriamente, a autoria de Paulo de 2 Coríntios. A única exceção é o fato de que a passagem de 2Co 6.14–7.1 é considerada, às vezes, como uma inserção não feita por Paulo, e talvez de um grupo de religiosos, uma vez que é similar, em terminologia, aos Pergaminhos do Mar Morto. É mais provável que seja, simplesmente, uma divagação, ou talvez tenha sido um trecho tomado de outra das cartas de Paulo a Corinto. Seja como for, o material contido na passagem foi, muito provavelmente, escrito pelo próprio Paulo, para lidar com a situação moral e espiritual da igreja de Corinto.


Contexto


O apóstolo Paulo foi a Corinto, pela primeira vez, durante a sua segunda viagem missionária (veja At 18.1-20). A cidade já era antiga nos tempos de Paulo, e havia se desenvolvido e se tornado um forte e bastante populoso centro econômico e urbano, a partir dos anos 500 a.C. Sob ocupação e influência dos romanos, desde que Júlio César a restabeleceu, em 44 a.C., Corinto se tornou uma cidade de belas edificações, lojas, teatros e casas. O seu comércio, segundo o geógrafo Estrabão, trouxe muita riqueza, e Plutarco diz que a cidade crescia e prosperava. Artesãos fabricavam artefatos de bronze, cerâmica e, especialmente, as luminárias de barro que eram famosas por todo o mundo antigo (veja 2Co 4.7). A agricultura também era essencial para a prosperidade de Corinto, por isso Paulo pôde usar a imagem do campo e da fazenda para explicar seu ensinamento, embora os seus leitores habitassem na cidade (2Co 9.6-10; 1Co 3.6-9; 9.7,10). A partir de 27 a.C., a Acaia (sul da Grécia) havia sido controlada pelo senado romano, devido à importância e posição geográfica de Corinto.


Data e Local


Durante sua estadia de dois a três anos em Éfeso (53~56 d.C.), Paulo escreveu 1 Coríntios e a enviou à igreja de Corinto pelas mãos de Timóteo (veja 1Co 16.10-11. Aparentemente, 1 Coríntios não foi bem recebida, e agora alguns dos coríntios estavam questionando a autoridade apostólica de Paulo.


Vídeo do Bible Project com resumo sobre o livro de 2 Coríntios



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